quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Entrevista com Joey Tempest da banda EUROPE para site no Brasil.





ZAPPHY – Vamos voltar para o passado (1979) quando vocês ainda eram apenas uma banda de garagem sonhando em fazer música. Quando vocês se juntaram, como uma banda, era apenas para curtir ou vocês já pensavam em viver da música e algum dia se tornarem famosos?


JOEY TEMPEST / EUROPE – Quando eu e o Norum juntamos forçe, nós confiávamos e acreditávamos que tínhamos o que era necessário. Então começamos a ensaiar todos os dias. Nós íamos às festas e aproveitávamos para ver pequenas apresentações juntos. Na verdade, nós tínhamos um sonho...

ZAPPHY – Muitos aqui no Brasil acreditam que vocês são americanos ou ingleses. Mas vocês são suecos, um país que, hoje o ZAPPHY vem conhecendo a cada dia mais o cenário musical, onde podemos afirmar que tem muita qualidade lá que nunca chegou ainda por aqui. Mas uma pergunta, porque vocês decidiram cantar em inglês e não em sueco? Cantar em inglês podia abrir mais portas e possibilidades para a banda?
JOEY TEMPEST / EUROPE – Pode até parecer estranho, mas acabou se tornando algo natural pra gente cantar em inglês. Nós sentíamos que era a melhor foram de expressarmos o que sentíamos em nossas músicas. Naquele tempo só escutávamos banda britânicas e o nosso objetivo era se tornar uma banda de turnê e tocar por todo o mundo!

ZAPPHY – Ainda me lembro quando escutei “The final countdown” pela primeira vez aqui no Brasil. No seu disco “Almost unplugged (2008)”, enquanto esta música em particular começava a ser tocada, há uma fala onde você explica de onde veio o “riff” característico. Por favor, explique para os leitores do Brasil, como este “riff” surgiu, porque, de certo modo, ele mudou a vida de vocês, certo?
JOEY TEMPEST / EUROPE – Mesmo que fossemos uma banda com força nas guitarras, queríamos experimentar e usar um pouco os teclados. Quando eu ainda estava no ensino médio, só havia uma pessoa que eu conhecia que tinha um teclado. Me aproximei dele e perguntei se ele podia me emprestar o mesmo. Se não me engano, era um KORG POLY 6. Ele tinha um som bem limpo que acabou me inspirando a criar o famoso “riff” da música “The final countdown”. Enquanto nós estávamos ainda trabalhando em nosso terceiro disco, fiz uma demo da música, onde as letras foram inspiradas na música de David Bowie “Space oddity” e o ritmo e som inspirados no rock britânico.

ZAPPHY – O ultimo trabalho de vocês, “Last look at eden”, me fez lembrar do tempo que rock era apenas rock! Boas músicas e muita energia, especialmente duas canções que devem fazer parte de qualquer playlist: “Last look at éden” e “New Love in town”. A primeira é uma porrada no estômago, energia pura! A segunda é uma balada fantástica! O que vocês pretendiam fazer quando foram gravar este disco? Tem muita influência de “blues” nas músicas, como pode ser visto na música “In my time”, certo?
JOEY TEMPEST / EUROPE – Acredito que finalmente chegamos a uma época onde podemos relaxar e experimentar coisas novas. Temos a experiência necessária em nossas vidas para deixar as coisas acontecerem. Talvez seja por isso que a influência “blues” acabou acontecendo neste disco. Não planejamos os procedimentos, simplesmente deixamos as coisas acontecer!

ZAPPHY – A banda EUROPE é extremamente famosa aqui no Brasil, mas se eu não estiver 100% enganado, vocês nunca estiveram aqui no país! Há chances de algum dia isso ainda acontecer?
JOEY TEMPEST / EUROPE – Mais cedo ou mais tarde isso inevitavelmente acontecerá. Talvez em algo do tipo “Rock in Rio”. Vamos esperar pra ver.

ZAPPHY – Uma mensagem final para os fãs da banda e para os leitores da revista ZAPPHY.
JOEY TEMPEST / EUROPE – Obrigado pelo fantástico apoio por todos estes anos que sempre vem do Brasil. Nós sabemos que vocês estão aí e esperançosamente, um dia nos veremos por aí! A vocês, um muito obrigado em nome de toda a banda!

Um comentário:

  1. eu sou do brasil e eu amo a banda europre e me chamo demilly

    ResponderExcluir